ABSURDO: A realidade por trás da “gestão que faz história” em Poço de José de Moura
Enquanto alguns blogs pagos exaltam a atual administração de Poço de José de Moura com frases como “gestão que faz história”, quem vive o dia a dia da cidade — especialmente os profissionais da saúde — tem uma visão bem diferente dessa suposta grandiosidade.
Basta uma visita à Unidade de Saúde ou uma conversa rápida com os servidores da Estratégia de Saúde da Família (ESF) para entender que a realidade é dura, desrespeitosa e, acima de tudo, frustrante.
Desde janeiro deste ano, os profissionais da ESF aguardam o repasse do incentivo financeiro enviado pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS), referente ao desempenho do ano passado. O problema é que, mesmo com uma lei municipal aprovada pela Câmara em 19 de fevereiro de 2025, que garante esse pagamento, a prefeita simplesmente não repassou os valores.
E o descaso não para por aí: os servidores denunciam que a gestora quase não aparece na cidade e, quando vem, mal passa pela prefeitura. Isso tem dificultado ainda mais qualquer tentativa de diálogo para resolver o problema.
“Todo mês a gente vai até a prefeitura tentando resolver isso, mas nunca tem resposta. A prefeita não recebe ninguém, a equipe finge que não sabe e o tempo vai passando”, desabafa uma profissional da saúde.
Além da falta de pagamento do incentivo, outro fato revoltante foi o desconto indevido de quase R$ 100 nos salários dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). O mais absurdo? A Secretaria de Administração disse não saber como devolver o valor.
“Como assim? Pode descontar sem explicação, mas devolver não pode? Isso é brincar com o servidor!”, comenta um agente indignado.
Os profissionais também destacam que, desde a mudança na forma de financiamento do SUS, esta é a única gestão que nunca se reuniu com as equipes de saúde e não realiza os pagamentos com base nos indicadores.
A famosa frase “Poço de José de Moura vive novos tempos” virou piada amarga entre os servidores. Para eles, o que se vive hoje é um tempo de abandono, falta de respeito e desvalorização do serviço público.
“A saúde sofre porque quem faz saúde pública carrega nas costas a responsabilidade com a população. Sem apoio e sem incentivo, o trabalho se torna cada vez mais desgastante e desanimador”, conclui um dos profissionais.
Enquanto a propaganda tenta maquiar a situação, a verdade segue pulsando nas ruas e nas unidades de saúde: a “gestão que faz história” está escrevendo capítulos de descaso e humilhação para quem realmente cuida da população.



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