“Quem manda é o cunhado!” – Irmão da prefeita “abandona” gestão e escancara crise no comando de Poço de José de Moura


Poço de José de Moura, PB – A política da pequena cidade sertaneja ganhou contornos de novela familiar e política nesta semana. O irmão da prefeita Laís Raquel não só entregou o cargo que ocupava na gestão, como também decidiu deixar a cidade e ir embora para São Paulo, levando junto um recado direto e explosivo: “Minha irmã é prefeita só no papel. Quem manda mesmo é o marido dela, Espedito Filho.”

A fala caiu como uma bomba nos bastidores do poder. Segundo o agora ex-integrante da gestão, todas as decisões passam pela mesa do cunhado, que age como um verdadeiro “prefeito de bastidor”, mesmo sem mandato ou cargo oficial.

“Fiquei até com pena dela… virou só uma figurante de luxo na própria gestão. O povo votou nela, mas quem está puxando os cordões é o Espedito. Eu cansei desse teatro”, disparou o irmão da prefeita, em tom de desabafo.

E a crise não parou por aí. O subsecretário de transportes, também insatisfeito, entregou o cargo no mesmo dia e partiu junto com o ex-colega. Os dois saíram sem cerimônia, deixando a gestão com um buraco administrativo ainda mais fundo. É o quarto secretário que pula do barco em menos de um ano de gestão, o que levanta sérias dúvidas sobre a estabilidade e a liderança real do governo.

“Parece mais uma gestão familiar do que uma prefeitura. Cada um ali tem um grau de parentesco, só falta pedir bênção antes de assinar um ofício”, ironizou um ex-funcionário da Secretaria de Obras, sob anonimato.

A população já começa a se perguntar quem, de fato, está no comando. Nas ruas, as piadas se espalham mais rápido que projeto aprovado na câmara. Uma delas já virou meme local: “Prefeitura Municipal de Espedito de Moura, a Laís só assina”.

O silêncio da prefeita diante da crise só alimenta as especulações. Até o momento, nenhuma nota oficial foi emitida, e a base de aliados parece cada vez mais fragmentada.

“Se os da família estão caindo fora, imagina nós, que somos só povo”, comentou com ironia uma comerciante do centro da cidade

Enquanto isso, áreas essenciais como saúde e infraestrutura seguem abandonadas, com promessas não cumpridas e servidores desmotivados. O clima é de incerteza – e de muita conversa nos bastidores.

Resta saber se a prefeita retomará o controle ou se continuará sendo, como muitos já comentam, “refém do próprio gabinete – e do próprio marido.”

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